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O Anjo das Letras

Eu sou aquele que tinha a simpatia dos deuses antigos e sagrados, fui constituído por eles como o arauto da poesia divina, em mim também florescia o dom da profecia, pois, era como a sua própria boca. Quem me ouvia tinha a certeza de estar ouvindo igualmente, estes Senhores da vida e de toda a criação.

Eu era um serafim, um anjo cheio de glória que possuía seis asas feitas do mais puro diamante, de tais asas refulgia uma luz tão intensa, que ela iluminava todos os lugares pelos quais minha pessoa passava.

Não havia um só lugar do universo onde não me era permitido ir, quem olhava para mim notava que eu era uma das gemas que ornamentavam a coroa real das divindades do próprio Olimpo. Com o passar do tempo, porém, me deixei levar pela soberba de ser quem eu era, e um dia sem pedir permissão, resolvi tocar com as minhas próprias mãos os raios sagrados do grandioso Zeus.

Como castigo, o pai de todos os deuses retirou-me as asas de diamante, fazendo-me despencar do alto dos céus, me precipitando na direção dos abismos da terra. Agora para que eu possa me redimir do meu erro de puro orgulho e soberba, se eu quiser retornar ao convívio dileto dos deuses e dos meus irmãos, os anjos, devo espalhar a minha literatura angélica aos quatro cantos do orbe terrestre, usando a forma de um ser humano. Fazendo-me passar por um escritor.

Até que eu possa cumprir esta missão a qual fui incumbido, as criaturas humanas me conhecerão por um só nome, o de “ANJO DAS LETRAS”!


- ELTON SIPIÃO O ANJO DAS LETRAS.

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