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segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Paixão incontida

Venha, oh, meu amor passar pela porta vermelha dos nossos prazeres lésbicos, meu corpo agora pertence somente a ti, minha mulher, que em meus braços de fêmea se faz fera indomável.  Toma meus lábios para tascar neles teus beijos mais profanos e indecentemente molhados.  Faz-me dizer-te obscenidades absurdas levada por uma excitação tal, que, somente tu podes me levar a sentir!

Amo me entregar contigo em um coito onde nossos sexos aracnídeos se esfregam um no outro em um frenesi ensandecido! Entre gemidos e gritos lascivos deixo pingar o suor do meu corpo nu na superfície macia do teu. Nossos mamilos enrijecidos provocam uma sensação prazerosa esmagadora, quando estes roçam em nossas peles de textura pessegueira, levando-nos a loucura dos nossos sentidos de amantes selvagens.

Em meio as nossas pernas, escorre toda a nossa satisfação em forma de dois rios que, rumam de forma voluptuosa, em direção ao mar do deleite supremo. Meu coração bate mais forte dentro do meu peito, quando me apertas em teus braços de sereia de fogo, enlouqueço em meio às mordiscadelas que me concedes tanto em meu pescoço, quanto nos bicos tesos dos meus seios. Tu não vês, que, este nosso coito que se torna salgado pelas águas dionisíacas dos nossos suores, transformam o nosso leito em uma nau, que é arrastada em meio a solavancos, pelo mar tempestivo dos nossos desejos?

Atormentada deliciosamente por tais sensações divinais, eis que chego a cometer o despautério, de te pedir com que guspas dentro da minha boca. Então, eu estremeço ao sentir a tua saliva bendita, penetrar os corredores mais profundos da minha garganta, chegando com isto, a ganhar os abismos das minhas entranhas.

Apenas sei que não há limites para esta nossa viagem orgástica, tenho somente a consciência que ela nos levará ao Olimpo dos deuses do amor, onde orgasmos começam, entretanto, estes nunca chegam há ter o seu momento derradeiro.

Metendo os nossos respectivos dedos, nos templos triangulares das nossas vulvas meladas pelo mel do nosso próprio ensandecimento sensual, chegamos aos urros, juntas, há um gozo feito de carnes rosadas, pelos púbicos molhados e clitóris acesos no fogo da paixão de duas mulheres que se amam, perdidas, em um paraíso de delícias lilithidianas.

- ELTON SIPIÃO O ANJO DAS LETRAS.

Somente acham nojento o amor romântico e o conluio sensual de duas mulheres que sentimentalmente se adoram, aqueles que são vítimas do seu próprio preconceito em aceitar e admitir o “DIFERENTE”.

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